SEJAM BENVIDOS.

"O SENHOR É MISERICORDIOSO E COMPASSIVO, MAS NÃO COMPLACENTE."

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUEM FOI E QUEM É SÃO JORGE




São Jorge, nasceu na  Capadócia, Turquia, nos ano 280, indo viver na Palestina, entrando no Exército do Imperador Diocleciano, foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano, venerado como mártir Cristão, deu a sua vida para que a Verdade chegasse até nós nos dias de hoje.  São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxia, como também na Comunhão Anglicana. 
Por não querer negar sua fé, perseguido pelo Imperador Diocleciano, foi severamente torturado, ultrapassando todas as dores que lhe impunham quer por flechas, peso de uma pedra sobre ele, navalhadas e fornalha de cal e suas cicatrizes logo ficam fechadas como num milagre.


A cada vitória sobre as torturas, Jorge ia convertendo mais e mais soldados. O imperador, contrariado, chamou um mago para acabar com a força de Jorge. O santo tomou duas poções e, mesmo assim, manteve-se firme e vivo. O feiticeiro juntou-se à lista dos convertidos, assim como a própria esposa do imperador. Estas duas últimas "traições" levaram Diocleciano a mandar degolar o ex-soldado em 23 de abril de 303. Conta-se ainda que o bravo militar matou um dragão para salvar a filha do rei de Selena e todos os habitantes desta cidade Líbia. Lenda ou realidade, o fato é que São Jorge nos lembra que todos nós temos algum desafio a vencer nesta vida, seja o nosso orgulho, o nosso egoísmo ou mesmo problemas que nos afetam no dia-a-dia. Como ele, devemos permanecer fortes e corajosos, independentes dos desafios que a vida nos traga. Assim, como Jorge, havemos de vencer. Fonte: Com Amor.


O Convite que vos faço é de nos espelharmos na luta deste Santo, verdadeiro Guerreiro, lutar, conhecedor da Vontade de Deus.
São Jorge não significa doação de doces, bolos, festas e invocações de espíritos não divinos. Desculpe-me pelas palavras.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA




A Santa Eucaristia, instituída na Quinta-Feira Santa, é o centro da Fé Católica.
No Evangelho de São João no Capítulo Sexto, Jesus demonstra todo o Seu Poder, sobre a matéria, sobre a natureza e sobre o Seu próprio Corpo.
A primeira acontece quando queriam alimentar uma multidão de pessoas, vejamos:


"1 Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) 2 Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. 3 Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. 4 Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. 5 Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? 6 Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. 7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. 8 Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: 9 Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente? 10 Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. 11 Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. 12 Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. 14 À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.15 Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte." 


Vemos aqui um grande milagre de Jesus, na multiplicação dos pães, onde observamos o poder do Senhor sobre a matéria, onde multiplica os pães de cevada.
Já um pouco mais a frente vemos outra milagre de Jesus, neste mesmo capítulo 6:



"16 Chegada a tarde, os seus discípulos desceram à margem do lago. 17 Subindo a uma barca, atravessaram o lago rumo a Cafarnaum. Era já escuro, e Jesus ainda não se tinha reunido a eles. 18 O mar, entretanto, se agitava, porque soprava um vento rijo. 19 Tendo eles remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus que se aproximava da barca, andando sobre as águas, e ficaram atemorizados. 20 Mas ele lhes disse: Sou eu, não temais. 21 Quiseram recebê-lo na barca, mas pouco depois a barca chegou ao seu destino."


Nesta passagem em que Jesus anda sobre as águas, vemos o poder do Altíssimo Senhor, andando sobre as águas do mar. Realmente é de se assustar vendo alguém andar sobre um mar com ventos fortes e no escuro. Aqui vemos o poder de Jesus sobre a natureza.



A terceira parte que me refiro é do poder Jesus sobre o Seu Próprio Corpo, mas antes observemos esta passagem, também, do Livro de João no mesmo capítulo 6:



"Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. 27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal. "



Estas palavras de Jesus, abrem as portas para demonstrar que se nos alimentarmos do pão, ficaremos saciados, ou seja, nunca teremos fome eterna. 



Jesus começa alinhavar o desejo que teremos de ter de alimentarmos deste pão salutar, pão que dá a vida para alma. (Sl 77,24- "Deu-lhes de comer o pão vindo do céu").



Agora sim veremos o Grande e Terceiro Milagre de Jesus, demonstrando o poder agora sobre o Seu próprio Corpo, pois já que havia demonstrado o Seu poder sobre a matéria e sobre a natureza, como não poderia deixar claro o poder que tem sobre o Seu próprio Corpo, vejamos:




"32 Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; 33 porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão! 35 Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.36 Mas já vos disse: Vós me vedes e não credes... 37 Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. 38 Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. 40 Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 41 Murmuravam então dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 42 E perguntavam: Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? 43 Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia. 45 Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. 46 Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. 50 Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? 53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. 59 Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. 60 Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? 61 Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? 62 Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?... 63 O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. 64 Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. 65 Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido. 66 Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.67 Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69 E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus! 70 Jesus acrescentou: Não vos escolhi eu todos os doze? Contudo, um de vós é um demônio!... 71 Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, porque era quem o havia de entregar não obstante ser um dos Doze."






Observemos a narrativa deste texto e observemos nos grifos, as palavras ditas por Jesus, bem como a resposta de Pedro.



O Senhor Jesus dá aos homens seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Eu preciso acreditar nesta dadiva, um Deus que assume a nossa condição, menos no pecado, se entrega, morrendo por nós na cruz, para que pudéssemos assim ser saciados e não perecermos.

Na Instituição da Eucaristia, Jesus se entrega por inteiro, para que o homem possa conhece-lo, amá-lo e, também se entregar por Ele para a Salvação do Mundo.

Este é o Meu Corpo, tomai e comei; Este é o Meu Sangue tomais e bebei. São palavras fortes que esperam de nós uma resposta, uma entrega, uma contrapartida, que venha responder a alguém que em tantos altares se faz vítima para servir de alimento para os homens.

Jesus, nós te amamos, te adoramos, te bendizemos e, te agradecemos pelo Seu imenso amor por nós. Bendito seja o Senhor, Adorado seja o Senhor pelos Séculos sem fim. Amém.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

NOVENA DA MISERICÓRDIA


 

O Diário de Irmã Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que fosse estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a "Festa da Misericórdia". Ele disse: 



"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. (indulgência plenária) Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. 


Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate... A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas... Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia." (Diário nº.699) 



Jesus também pediu que a Festa da Divina Misericórdia fosse precedida por uma Novena à Divina Misericórdia, a ser iniciada na Sexta-Feira Santa.Ele deu a Irmã Faustina uma intenção pela qual rezar a cada dia da Novena. Em seu diário, Irmã Faustina relata que Jesus lhe disse: 


"Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai... Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas." (Diário nº.1209) 


A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA 

(Do DIÁRIO de santa Irmã Faustina) 

"NOVENA à Misericórdia Divina que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia, Começa na sexta-feira Santa. (A Festa da Misericórdia Divina acontece no primeiro domingo após a Páscoa.) 

Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas. 



Primeiro Dia – (Sexta-feira Santa).  

Hoje, traze-Me a Humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas. 

Ó onipotência da misericórdia divina,Socorro para o homem pecador,Vós sois o oceano de misericórdia a de amor,E ajudais a quem Vos pede humildemente. 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, pelos séculos dos séculos. Amém. 



Segundo Dia – (Sábado Santo). 

Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia. 

A fonte do amor divino Mora nos corações puros,Banhados no mar da misericórdia,Brilhantes como as estrelas, luminosos como a aurora. 

Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha: 
para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, 
pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação, e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável misericórdia, pelos séculos eternos. Amém. 



Terceiro Dia – (Dia de Páscoa). 

Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras. 

As maravilhas da misericórdia são insondáveis;Nem o pecador nem o justo as entenderá; Para todos olhais com o olhar da compaixão E a todos atraís para o Vosso amor. 



Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa misericórdia, por toda a eternidade. Amem. 



Quarto Dia  

Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia. Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai ma mansão do Vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem, as maravilhas de Vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Coração. 

Que a luz do Vosso amor Ilumine as trevas das almas!Fazei que essas almas Vos conheçam E glorifiquem a Vossa misericórdia, juntamente conosco! 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém. 



Quinto Dia 
Hoje traze-me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão. 

Mesmo para aqueles que rasgaram o manto da Vossa Unidade Flui do Vosso Coração uma fonte de compaixão; A onipotência da Vossa misericórdia, ó Deus, Pode tirar também essas almas do erro. 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do Vosso Filho e para sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia por todos os séculos eternos. Amém 



Sexto Dia
Hoje, traze-me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança. 

A alma verdadeiramente humilde e mansa Já respira aqui na terra o ar do paraíso,E o perfume do seu coração humilde Encanta o próprio Criador. 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, pelos séculos eternos. Amém 



Sétimo Dia 

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte. 

A alma que glorifica a bondade do Senhor É por Ele especialmente amada;Ela está sempre próxima da fonte viva E bebe as graças da misericórdia divina. 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia segundo a esperança e a confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: As almas que veneram a Minha insondável misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém 



Oitavo Dia 

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça. 

Do terrível ardor do fogo do purgatório Ergue-se um lamento das almas a Vossa misericórdia; E recebem consolo, alívio e conforto Na torrente derramada do Sangue e da Água. 

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém 



Nono Dia – (Sábado, vigília da Festa da Misericórdia), 

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia. 

O fogo e o gelo não podem ser unidos,Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete; Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,Pode auxiliar indigências ainda maiores. 

Eterno Pai, olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia... Amém" (Diário 1209-1228). 



Na NOVENA: "O Senhor me disse para rezar o Terço da misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia (...) 






terça-feira, 3 de abril de 2012

SANTO SÃO FRANCISCO DE PAULA.


Quando iniciei a pesquisa sobre a vida deste Santo, tão atuante no seio da Igreja, fiquei entristecido, pois se eu não colocasse a palavra Santo antes da definição "São Francisco de Paula", apareceu de tudo, centro espírita, clubes, lugares para acampamento, etc..., menos a sua dedicação as causas de Cristo.




Franziskus von Paola.jpg



O wikipédia define assim parte da vida deste exemplo de vida: " São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 — Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica.



É também conhecido como "O Eremita da Caridade", por sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que num só dia o venerado de Paula atendeu em seu Mosteiro a mais de 300 pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas.

Francisco de Paula fundou a "Ordem dos Mínimos", uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos...

Venerado pelos pobres, pelos reis e pelos nobres de seu tempo, Francisco de Paula deu o exemplo numa época em que prosperavam os abusos eclesiásticos quando se cultivava os prazeres efêmeros e subalternos da vida. Por essa razão, foi considerado um missionário especial por sua capacidade extraordinária de resgatar os mais puros e preciosos valores evangélicos, tal qual seu mais famoso ídolo, o outro Francisco, de Assis, que vivera dois séculos antes.




Dificilmente forma-se um santo em lar pouco cristão, pois o exemplo dos pais costuma desempenhar importante papel na formação dos filhos. Vemo-lo claramente na vida de São Francisco de Paula, cujos progenitores eram modestos agricultores na pequena cidade de Paula, na Calábria. Giácomo, o pai, tirava do campo o sustento da família e santificava-se na oração, jejum, penitência e boas obras. Sua esposa, Viena, era também virtuosa, secundando-o em suas boas disposições. Mas não tinham filhos. 







Pediam-no ao Céu, sobretudo a São Francisco de Assis, de quem eram devotos. Prometeram dar seu nome ao primeiro filho que tivessem. O Povo de Assis deixou-se comover, e nasceu o menino tão desejado.


A alegria, entretanto, foi de pouca duração, pois o recém-nascido Francisco teve um abcesso maligno no olho esquerdo, que lhe ameaçava a visão. Tiago e Viena recorreram de novo ao Santo: seria possível que ele tivesse atendido seus rogos pela metade? Prometeram agora, caso o menino sarasse e tão logo a idade o permitisse, vestirem-no com o hábito franciscano, deixando-o durante um ano em um convento.


 

Veste de São Francisco de Assis








Apareceu-lhe então um frade franciscano, lembrando que chegara a hora de seus pais cumprirem a promessa feita. Os pais aquiesceram e levaram o menino, com seu pequeno hábito, para o convento franciscano de São Marcos, no qual todo o rigor da regra era observado. Francisco, embora não fosse obrigado a isso, começou a observar a regra com tanta exatidão, que se tornou modelo até para os frades mais experimentados nas práticas religiosas.

Alguns milagres marcaram a vida do frade-menino no convento. Certo dia o sacristão mandou-o precipitadamente buscar brasas para o turíbulo, mas sem indicar-lhe como. Ele, com toda simplicidade, trouxe-as em seu hábito, sem que este se queimasse. De outra feita, encarregado da cozinha, colocou os alimentos na panela e esta sobre o carvão, esquecendo-se contudo de acendê-lo. Foi depois para a igreja rezar e entrou em êxtase, olvidando-se da hora. Quando alguém, que passara pela cozinha e vira o fogo apagado, chamou-o perguntando se a refeição estava pronta, Francisco, sem titubear, respondeu que sim. E chegando à cozinha, encontrou o fogo aceso e os alimentos devidamente cozidos.







Os frades de São Marcos queriam conservar consigo aquele adolescente que dava tantas provas de santidade. Mas ele sentia-se chamado para outra coisa. Findo o ano, dirigiu-se com os pais a Roma, Assis, Loreto e Monte Cassino. Neste último lugar, sabendo que São Bento ali se estabelecera aos catorze anos para entregar-se todo a Deus, fez o mesmo propósito. Pediu aos pais que o deixassem viver como eremita. Francisco queria mais solidão. Por isso, um dia desapareceu e subiu uma montanha rochosa, onde encontrou uma pequena gruta que transformou, durante seis anos, em sua morada. Vivendo exclusivamente para Deus, na contemplação e penitência, alimentava-se de raízes e ervas silvestres. Segundo a tradição de sua Ordem, recebeu ali o hábito monástico das mãos de um Anjo.

Primeiros discípulos, fundações



Surgindo jovens discípulos, esse eremita de dezenove anos obteve do bispo local licença para construir um mosteiro no alto de um monte próximo a Paula. Essa foi a origem da Ordem dos Mínimos, fundada pelo Santo em 1435. Essa construção, como outras posteriores, constituiu um contínuo milagre, nomeadamente a partir de um, em Cosenza, do qual foi nomeado superior em 1454, data da sua construção. Participavam os habitantes da cidade, ricos e pobres, nobres e plebeus. E foram testemunhas de inúmeros milagres. Enormes pedras saíam do lugar à sua simples voz, pesadas árvores e pedras tornavam-se leves para serem removidas ou transportadas, alimentos que mal davam para um trabalhador alimentavam muitos... Com isso, mesmo pessoas doentes iam participar das construções e se viam curadas.

“Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra aos mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos; e, o que é mais considerável, a razão a insensatos e frenéticos”. “Não houve jamais mal, por maior e mais incurável que parecesse, que pudesse resistir à sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, não só um a um, mas em grandes grupos e às centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um médico descido do Céu; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ninguém jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava” (*).

Dentre os muitos mortos que ele ressuscitou, destaca-se seu sobrinho Nicolas. Desejava ele ardentemente fazer-se monge na Ordem que seu tio acabava de fundar. Mas sua mãe, por apego humano, a isso se opôs tenazmente. O rapaz adoeceu e morreu. O corpo foi levado à igreja do convento, e Francisco pediu que o conduzissem à sua cela. Passou a noite em lágrimas e orações, obtendo assim a ressurreição do rapaz.

No dia seguinte, de manhã, quando sua irmã foi assistir ao sepultamento do filho, Francisco perguntou-lhe se ela ainda se opunha a que ele se fizesse religioso. “Ah!” – disse ela em lágrimas – “se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse”. – “Quer dizer que você está arrependida?” – insistiu o Santo. – “Ah, sim!”. Francisco trouxe-lhe então o filho são e salvo, que a mãe abraçou em prantos, concedendo a licença que antes recusara.

Outro caso famoso foi o da ressurreição de um homem que havia sido enforcado três dias antes pela justiça. Restituiu-lhe não só a vida do corpo, como também a da alma.

Mas o fato mais extraordinário, e que segundo se sabe só ocorreu com Francisco, foi o de ter ele ressuscitado duas vezes uma mesma pessoa.

Um certo Tomás de Yvre, habitante de Paterne, trabalhando na construção do convento dessa cidade, foi esmagado por uma árvore. Levado ao Santo, este restituiu-lhe a vida. Tempos depois, caiu ele do alto do campanário, espatifando-se em baixo. O Santo restituiu-lhe novamente a vida.



                                                                 São Miguel Arcanjo 



Foi durante esse tempo que lhe apareceu o Arcanjo São Miguel, seu protetor e da nascente Ordem, trazendo-lhe uma espécie de ostensório em que aparecia o sol num fundo azul e a palavra Caridade, que o Arcanjo recomendou que o Santo tomasse como emblema de sua Ordem. Francisco passava as noites em prece, mal dormindo sobre umas pranchas. Observava uma quaresma perpétua, às vezes comendo a cada oito dias, tendo mesmo passado uma quaresma toda sem alimento, à imitação de Nosso Senhor. Seu hábito era de um tecido grosseiro, que ele portava de dia e de noite, mas que nem por isso deixava de exalar agradável odor. Seu rosto, sempre tranqüilo e ameno, parecia não se ressentir das austeridades que praticava nem dos efeitos da idade, pois era cheio, sereno e rosado.




O coroamento de todas as suas virtudes consistia numa admirável simplicidade. Ele era bom, franco, cândido, serviçal, sempre disposto a fazer o bem a qualquer um. Foi esse espírito que ele comunicou a seus filhos espirituais.


Ele era dotado do dom da profecia. Segundo um de seus biógrafos, dele se pode dizer, como do Profeta Samuel, que nenhuma de suas predições deixou de se cumprir. Assim, profetizou que os turcos invadiriam a Itália, como já havia predito que tomariam Constantinopla. Os demônios não podiam resistir-lhe, e foram inúmeros os casos de possessos que ele livrou do jugo diabólico.

Embora analfabeto, pregava com tanta sabedoria que pasmava a quem o ouvia. E como tinha em grau heróico a virtude da sabedoria e as virtudes cardeais – prudência, justiça, temperança e fortaleza –, brilhavam elas em seu modo de ser e agir, como também em suas palavras. Por isso, sem o menor constrangimento podia conversar e dar conselhos a Papas, reis e grandes deste mundo.

Na França

A fama de suas virtudes chegara até a França, onde o Rei Luís XI fora atacado por doença mortal. Por isso, pediu ao Santo que o fosse curar. Mas foi só com ordem formal do Papa que Francisco partiu para aquele país. Isso seria providencial para a expansão de sua Ordem não só na França, mas também em outros países da Europa, como Alemanha e Espanha.

São Francisco de Paula, assim que esteve com o rei, discerniu que a vontade de Deus não era a de curá-lo, mas levá-lo desta vida. E o disse claramente ao soberano, preparando-o para a morte. O monarca confiou-lhe seus filhos, principalmente o delfim, então com 14 anos. Francisco foi o confessor da Princesa Joana, que depois de repudiada por seu marido, o futuro Luís XII, fez-se religiosa e mereceu a honra dos altares.

Foi por conselho de Francisco que o Rei Carlos VIII de França casou-se com Ana de Bretanha, herdeira única daquele ducado, que veio assim unir-se ao Reino da França.

São Francisco, entre outros grandes carismas, era dotado de uma graça especial para obter de Deus o favor da maternidade para mulheres estéreis. Muitos milagres desse gênero, alguns em casas reais ou principescas, foram relatados no processo de canonização do Santo em Tours.

Suas devoções particulares consistiam em cultuar o mistério da Santíssima Trindade, da Anunciação da Virgem, da Paixão de Nosso Senhor, bem como os santíssimos nomes de Jesus e Maria.

Foi canonizado pelo papa Leão X, em 1518, e é o padroeiro dos marinheiros.
Vegetarianismo e compaixão em relação aos animais

Francisco seguia uma dieta vegetariana rigorosa, sem carne de animais, lacticínios ou ovos. Um dos votos da Ordem dos Mínimos era mesmo a abstenção de carne, peixe, ovos, manteiga, queijo e leite. Há várias histórias sobre a compaixão de Francisco de Paula pelos animais, em muitas das quais ressuscitou animais que tinham sido mortos para serem comidos.
A “segunda morte” de São Francisco de Paula

O santo faleceu na Sexta-feira Santa do ano de 1507, aos 91 anos de idade. Seu corpo permaneceu incorrupto até 1562. Nesse ano, durante as Guerras de Religião, os protestantes calvinistas – como o Santo havia predito – invadiram o convento de Plessis, onde estava enterrado, tiraram seu corpo do sepulcro e, sem se comover de vê-lo em tão bom estado, queimaram-no com a madeira de um grande crucifixo da igreja.

Assim, foi o Santo praticamente martirizado depois de sua morte. Entretanto, apesar do ódio dos inimigos da fé, sua glória permanece para sempre."


Exemplo que falta hoje no meio de nós, precisamos cultivar a prática da caridade, viver no amor filial a Trindade Santa.

A amada Mãe está diante de Deus clamando por nossa conversão.

Devemos tomar cuidado com as futilidades, falo para vocês, mas falo para mim em primeiro lugar.

Que este Santo que faleceu numa sexta-feira Santa, possa intensificar sua intercessão diante deste mundo dão despreparado para a ressurreição do Cristo e Senhor.

SANTOS DO MÊS DE ABRIL







Santos do mês de Abril

1
Santo Hugo de Grénoble,
Bispo e Confessor
(+ Grénoble, França, 1132)



Aos 28 anos de idade foi sagrado bispo pelo Papa São Gregório VII. Durante 52 anos ficou à testa da diocese de Grénoble, por obediência, embora se sentisse atraído para a vida monástica. Deu apoio a São Bruno, fundador da Cartuxa, e colaborou eficazmente na reforma da Igreja iniciada por São Gregório e continuada por seus sucessores. Tal era a fama de sua santidade que foi canonizado apenas dois anos depois de ter falecido.

2
São Francisco de Paula, Confessor
e Santa Maria Egipcíaca, Penitente
(+ França, 1508 + Palestina, séc.V)




Fundador da Ordem dos Mínimos, São Francisco dePaula foi célebre por sua santidade, pelos milagres que praticou e pelas profecias que fez acerca do futuro da Igreja. Por humildade, nunca quis ser ordenado sacerdote. Santa Maria Egipcíaca, natural do Egito, abandonou a casa paterna aos 12 anos de idade e se tornou pecadora escandalosa. Tinha 29 anos quando, tocada pela graça, converteu-se e fugiu para um local isolado, na Palestina, onde passou 47 anos sem ver nenhuma criatura humana e fazendo as mais austeras penitências.


3
São Ricardo de Chichester,
Bispo e Confessor
(+ Inglaterra, 1253)




Seus pais eram camponeses pobres e morreram muito cedo. Órfão, teve que lutar com grandes dificuldades para concluir, com grande brilho, os estudos superiores. Foi professor e depois reitor da Universidade de Oxford. Somente aos 46 anos aceitou de ser ordenado sacerdote. Um ano depois foi feito bispo de Chichester. Como o rei Ricardo III não aprovou sua nomeação, teve que entrarna diocese disfarçado em mendigo e durante dois anos exerceu as funções episcopais na clandestinidade, até que o rei, afinal, o aceitou. Ficou célebre por sua piedade e pelo zelo com que administrou a diocese. Quando faleceu, aos 56 anos, estava empenhado na pregação de uma Cruzada.

4
Santo Isidoro de Sevilha, Bispo,
Confessor e Doutor da Igreja
(+ Sevilha, 636)



Sucedeu a seu irmão São Leandro no Bispado de Sevilha. Piedoso e cheio de zelo, era um dos homens mais cultos do tempo e deixou escritos profundos e originais. Sua atividade como bispo foi fecunda e incansável. O VIII Concílio de Toledo se referiu a ele com estas palavras: “doutor insigne do nosso século, novíssimo ornamento da Igreja Católica, o varão mais sábio dos últimos séculos, cujo nome deve ser pronunciado com reverência“.


5
São Vicente Ferrer, Confessor
(+ França, 1419)




Dominicano natural da Catalunha, foi apóstolo brilhante e converteu grande número de hereges e muçulmanos. Pregou na Itália, no sul da França e na sua terra natal. Esforçou-se para que fosse restabelecida a unidade da Igreja, durante o grande cisma do Ocidente.

6
São Marcelino de Cartago, Mártir
(+ África, 413)


São Marcelino era alto funcionário do Império e possuía grande cultura. Amigo de São Jerônimo e de Santo Agostinho, foi morto devido a intrigas dos hereges donatistas, cujos erros combatia tenazmente


7
São João Batista de la Salle,Confessor
(+ Rouen, França, 1719)


Fundou o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, dedicados ao ensino de meninos. Teve dificuldades com alguns de seus mais próximos colaboradores. Deixou as funções de superior e dedicou os últimos tempos de vida à oração e ao sacrifício.

8
São Guálter, Confessor
(+ Pontoise, França, 1099)




Foi eleito abade do Mosteiro de São Martinho de Pontoise mas, julgando-se indigno dessa dignidade, várias vezes fugiu, sendo sempre procurado pelos seus súditos, que o reconduziam de volta ao mosteiro. Apelou ao Papa São Gregório VII, tentando convencer o Pontífice de que era indigno. Mas São Gregório, reconhecendo a profunda humildade dele, ordenou-lhe que reassumisse as funções de abade e nunca mais pensasse em abandoná-las.


9
Santa Valdetrudes, Viúva
(+ Bélgica, 688)




Era irmã de Santa Aldegundes. Foi mãe de família e deu tão excelente educação aos seus quatro filhos, que todos eles foram santos. De comum acordo com seu esposo, separaram-se, indo ele para uma abadia e edificando ela um mosteiro feminino do qual foi superiora.

10
Santos Terêncio e 39 Companheiros,
Mártires
(+ Cartago, 250)




Durante a perseguição do imperador Décio, sofreram tormentos cruéis e foram, afinal, degolados, por se terem recusado a sacrificar aos ídolos.


11
Santa Gema Galgani, Virgem
(+ Luca, Itália, 1903)







Foi grande mística e amiga da Cruz de Nosso Senhor, e teve o privilégio de receber os estigmas da Paixão. Via com freqüência seu Anjo da Guarda, que lhe dava conselhos e a ajudava. Deus, por algum misterioso desígnio, permitia que o demônio a perseguisse e maltratasse. Quis entrar no convento das passionistas, mas não conseguiu. Morreu aos 25 anos de idade, espiritualmente ligada à Congregação passionista.

12
São Vítor de Braga,
Mártir (+ Braga, Portugal, séc. IV)






Era jovem catecúmeno e ainda não recebera o batismo quando sofreu o martírio, porque se recusou a cultuar deuses pagãos. Foi açoitado, teve o corpo rasgado por lâminas em brasa e afinal foi decapitado, proclamando sempre, com ardor, sua fé em Jesus Cristo.


13
Santo Hermenegildo, Mártir
(+ Sevilha, 586)




Príncipe herdeiro do reino visigótico, combateu com armas na mão o arianismo, religião oficial do Estado. Foi excluído da sucessão e decapitado por ordem de seu pai, o rei Leovigildo, que professava fanaticamente a heresia.

14
Santo Ardalião, Mártir
(+ séc. IV)




O Martirológio Romano registra que viveu no Oriente e era ator. Certo dia em que, numa comédia, estava zombando dos cristãos, foi subitamente tocado pela graça e proclamou-se cristão diante do público pagão, sofrendo o martírio em conseqüência disso.


15
São Crescêncio, Mártir
(+ Mira, Ásia Menor, séc. IV)




Católico fervoroso, teve a coragem de reprovar publicamente um culto pagão, sendo por isso levado à prisão e martirizado pelo fogo.

16
São Benedito José Labre, Confessor
(Roma, + 1783)




Natural da França, não conseguiu ser religioso, como desejava. Adotou então a condição de mendigo voluntário, e passou a vida em contínua peregrinação a santuários.


17
Santo Aniceto, Papa e Mártir
(+ Roma, 166)






Nascido na Síria, foi Papa de 154, quando sucedeu a São Pio I, até 166, quando sofreu o martírio. Durante seu pontificado enfrentou com vigor a heresia gnóstica, que então devastava os meios católicos. Foi visitado certa vez pelo venerável São Policarpo de Esmirna, que apesar da idade avançada se deslocou do Oriente até Roma para esclarecer com o sucessor de Pedro um assunto controverso: qual deveria ser a data da celebração da Páscoa.

18
Santo Apolônio, o Apologeta,
Mártir
(+ Roma, 185)




Era senador romano e gozava de grande prestígio, não só por sua elevada condição social mas também por sua cultura excepcional, pelos dotes de eloqüência e pela distinção de maneiras. Converteu-se à Religião católica e iniciou um intenso e eficaz trabalho de apostolado junto às elites romanas. Denunciado às autoridades como cristão, aproveitou-se das suas condições especiais que lhe garantiam o direito de ser julgado pelo Senado, e ali desenvolveu uma longa e completa defesa do Cristianismo contra as falsas acusações de que este era objeto e declarando estar pronto a morrer por Nosso Senhor. Foi, efetivamente, condenado à morte e decapitado. No momento extremo fez ainda uma última profissão de fé. Sua morte teve, como é compreensível, enorme repercussão no Império e contribuiu muito para abalar o decadente paganismo.


19
São Leão IX, Papa e Confessor
(+ Roma, 1054)




Nascido na Alsácia e eleito Papa em 1048, foi exemplo de piedade, de zelo e de autêntico espírito pastoral, não receando agir com firmeza quando necessário. Lutou contra os abusos e escândalos de muitos membros do Clero, combatendo a simonia e a vida moral desregrada. Um de seus auxiliares de mais confiança nessa obra de reforma de costumes foi o monge Hildebrando, que depois se tornaria o grande Papa São Gregório VII. Excomungou o ambicioso e insubordinado Miguel Cerulário, patriarca cismático de Constantinopla, consumando-se assim o grande cisma do Oriente.


20
Santa Inês de Montepulciano,
Virgem
(+ Itália, 1312
)



Ingressou com apenas 9 anos num convento agostiniano e foi aos 14 nomeada ecônoma desse convento. Algum tempo depois, inspirada por Deus, obteve licença para deixar essa comunidade e fundar outra, da Ordem dominicana. Sua vida é repleta de episódios maravilhosos, sendo abundantes os milagres e as graças místicas. Faleceu aos 43 anos.


21
Santo Anselmo de Cantuária,
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Inglaterra, 1109)




Nascido no norte da Itália, foi monge e depois abade na França, e por fim arcebispo de Cantuária, na Inglaterra. Grande intelectual, contribuiu para os estudos filosóficos de seu tempo e é considerado o verdadeiro criador da Escolástica. Esforçou-se para assegurar a liberdade da Igreja na Inglaterra contra as intromissões do poder real, sendo perseguido por sua firmeza.


22
São Sotero, Papa e Mártir
(+ 175)






Napolitano de origem, foi eleito Papa em 161, substituindo a Santo Aniceto. Depois de um pontificado fecundo em que manifestou zelo e compaixão pelos pobres, teve a glória de derramar seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, durante a perseguição de Marco Aurélio.

23
São Jorge, Mártir
(+ Lida, Palestina, 303)




Pouco se conhece a respeito de sua vida, sabendo-seapenas que era militar e sofreu o martírio durante a perseguição de Diocleciano. Seu culto se espalhou rapidamente pelo Oriente, e por ocasião das Cruzadas teve grande penetração no Ocidente. Muitas lendas correm a seu respeito, entre as quais a mais popular é a do dragão, que teria sido morto por ele. São Jorge é padroeiro da Inglaterra e da Etiópia. O grito de combate dos portugueses durante a Batalha de Aljubarrota (1385) era: “Por Portugal e São Jorge”. O Brasil herdou de Portugal a tradição de incorporar, nas procissões de Corpus Christi , uma imagem de São Jorge montado a cavalo e armado como militar.


24
São Fidélis de Sigmaringa, Mártir
(+ Suíça, 1622)





Nasceu na Alemanha e foi advogado brilhante antes de ingressar na Ordem dos Capuchinhos, onde se destacou pelo zelo apostólico e pela caridade. Sendo designado para pregar na Suíça, devastada pela heresia protestante, serviu-se da pregação e do confessionário para combatê-la eficazmente. Quando converteu dois calvinistas célebres, atraiu de modo especial os ódios de fanáticos sectários que o ameaçaram de morte, sem entretanto conseguirem demovê-lo de prosseguir seu trabalho. Algum tempo depois deram-lhe um tiro de mosquete enquanto pregava, mas não foi atingido e continuou pregando, recusando-se a interromper a missão. Nesse mesmo dia, porém, caiu nas mãos de um grupo de calvinistas e o mataram a punhaladas. Tinha então 45 anos.

25
São Marcos Evangelista, Bispo e Mártir
(+ Egito, 86)






Foi discípulo de São Pedro, acompanhou durante algum tempo o Apóstolo São Paulo, depois redigiu o segundo Evangelho e pregou no Egito, onde alcançou a palma do martírio.


26
Nossa Senhora do Bom Conselho






Esta invocação, incluída na Ladainha Lauretana, é muito antiga. Na Idade Média, num santuário situado em Scutari, na Albânia, venerava-se um afresco milagroso de Nossa Senhora do Bom Conselho. Em 1467, quando os turcos maometanos estavam dominando a Albânia, Anjos destacaram o afresco da parede e o transportaram pelos ares até a cidade de Genazzano, próxima a Roma. Ali permanece há mais de 500 anos, sendo objeto de grande devoção e ocasião de inúmeros milagres.


27
Santa Zita, Virgem
(+ Luca, 1278)




Foi durante 40 anos criada de uma família nobre na cidade italiana de Luca. Distribuía aos pobres o pouco que lhe sobrava do salário recebido. Sua santidade foi reconhecida ainda em vida, e confirmada por grande número de milagres. É padroeira das empregadas domésticas e patrona de Luca.



28
São Luís Maria Grignion de Montfort, Confessor
(+ França, 1716)




Grande doutor marial dos tempos modernos, combateu arduamente a influência jansenista nos meios católicos, pregou no noroeste da França — precisamente na região em que, 80 anos depois, os camponeses se levantaram de armas na mão contra a Revolução Francesa — e fundou a Companhia de Maria e a Congregação das Filhas da Sabedoria. Vivia abrasado no amor de Deus e de sua Santa Mãe, e aspirava ardentemente, como demonstram seus escritos, pelo advento de uma época em que Nossa Senhora fosse efetivamente obedecida como Rainha. Sua obra mais célebre é o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem” , em que ensina a Escravidão por amor à Santíssima Virgem como meio mais seguro de servir a seu Divino Filho.


29
Santa Catarina de Sena,
Virgem e Doutora da Igreja
(+ Itália, 1380)



Era leiga, pertencia à Ordem Terceira de São Domingos, recebeu graças místicas extraordinárias e formou numerosos discípulos. É considerada a maior glória da espiritualidade dominicana. Embora mística e contemplativa, exerceu influência enorme na vida política e social de seu tempo, tendo trabalhado para o retorno do Papado de Avinhão para Roma. Deixou numerosos escritos e faleceu com apenas 33 anos.

30
São Pio V, Papa e Confessor
(+ Roma, 1572)




Nascido no norte da Itália, ingressou aos 14 anos na Ordem dominicana e fez uma brilhante carreira eclesiástica, como bispo, cardeal, inquisidor-mor e por fim Papa. Teve um ponfificado breve, mas extremamente fecundo. Aplicou as decisões do Concílio de Trento, estabeleceu o texto oficial da Santa Missa e do Ofício Divino, foi responsável pela publicação do Catecismo Romano e ordenou o ensino da Teologia tomista nas universidades. Sua principal obra foi a convocação de uma Cruzada contra o perigo muçulmano. Conseguiu a duros esforços coordenar os interesses de potências católicas e levá-las à vitória de Lepanto, em 1571.